O hepatocarcinoma (ou carcinoma hepatocelular) é o principal câncer que afeta o fígado, o quinto tipo de câncer mais comum e a terceira causa de morte por câncer no mundo. Corresponde a 5,6% entre todos os cânceres diagnosticados e sua incidência está aumentando com o aumento das doenças hepáticas crônicas, entre elas as de causas virais (hepatites B e C), alcoólicas e mais recentemente a esteatohepatite (conseqüente a diabetes, obesidade, dislipidemias e outras).
Independentemente da doença hepática, o fator de risco mais importante é a ocorrência de cirrose, com risco anual de desenvolvimento de hepatocarcinoma em torno de 1 a 6% após seu estabelecimento.
O diagnóstico precoce de hepatocarcinoma é de difícil realização pela ausência de sinais e sintomas que identifiquem seu surgimento. Entretanto, nas últimas décadas, com o desenvolvimento dos métodos de imagem, principalmente Ultrassonografia, Tomografia e Ressonância Nuclear Magnética, estratégias de rastreamento dos pacientes em situações de risco têm proporcionado sensibilidade de até 95% dos tumores a partir do momento que atingem 2 cm, ou seja, ainda em fase inicial e passíveis de tratamento.
O Grupo HEPATO reúne especialistas capacitados ao atendimento das hepatopatias crônicas em toda sua evolução, incluindo em seu acompanhamento estratégias de rastreamento do hepatocarcinoma que possibilitam detecção precoce e introdução do tratamento adequado a todas as fases, das mais iniciais, quando técnicas percutâneas de alcoolização ou radiofreqüência alcançam bons resultados, às mais avançadas quando são necessários métodos mais invasivos cirúrgicos como ressecção ou transplante de fígado ou não cirúrgicos como quimioembolização ou novos agentes antiproliferativos.
O Grupo HEPATO participa atualmente de três protocolos internacionais que investigam novos agentes para o tratamento do hepatocarcinoma avançado, quando as demais estratégias não são possíveis.
No ano de 2009, 48 pacientes foram submetidos à ressecção cirúrgica (hepatectomias) e 8 a transplantes de fígado.
Entre os pacientes submetidos a transplante de fígado, o sucesso alcançado foi de 100%, sobrevida de 1 ano = 100% após o tratamento, conforme gráfico abaixo da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, que mostra os transplantes de fígado realizados pelo Grupo HEPATO no Hospital Bandeirantes.
Em termos comparativos, no restante do estado de São Paulo, incluindo todas as equipes transplantadoras de fígado, inclusive o Grupo HEPATO, a média da sobrevida de 1 ano foi de 79,41%, também conforme os dados fornecidos pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
Os resultados do Grupo HEPATO são frutos da experiência acumulada no tratamento da hepatopatia desde o seu surgimento até seu desfecho final.
Assim, os pacientes que procuram o Grupo HEPATO com doenças do fígado, tenham elas indicação ou não de transplante de fígado, podem ter a certeza de que serão atendidos e tratados com todas as modalidades de tratamento, do menos ao mais complexo, e sempre com excelência e alto padrão.

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