HEPATITE VIRAL CRÔNICA B E C

HEPATITE CRÔNICA VIRAL B

No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas são portadoras crônicas da hepatite B, e outras 3 milhões de hepatite C, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
No mundo, só a hepatite B atinge 2 bilhões de pessoas. Sendo que 350 milhões estão cronicamente infectados. O mais grave é que a maioria não sabe que está com a doença.
Esse número representa quase oito vezes mais a quantidade de pessoas portadoras do vírus HIV.
Podem evoluir para cirrose e câncer de fígado.

TRANSMISSÃO: 
• Parenteral (transfusão, tatuagens, seringas e agulhas contaminadas);
• Sexual;
• Vertical (mãe para filho).

DESFECHOS:
• >90% das crianças infectadas progridem pra cirrose
• <5% dos infectados imunocompetentes adultos progridem pra doença crônica
• >30% das hepatites B cronicas em adultos evoluem com cirrose
• 5-10% evoluem com câncer de figado
• >20% irão necessitar transplante hepático

DE UMA MANEIRA GERAL A HEPATITE B CRÔNICA DEVE SER TRATADA BASEADA EM:
• Carga viral no sangue
• Níveis de TGP
• Gravidade da doença hepática

OPÇÕES TERAPÊUTICAS:
• Interferon alfa convencional
• Interferon peguilado
• Tenofovir
• Entecavir
• Adefovir
• lamivudina

PORTADOR INATIVO COMPREENDE PESSOA COM:
• HBsAg (+)
• HBeAg (-)
• Anti-HBeAg (+)
• Transaminases normais persistentemente
• Carga viral < 10.000 cópias/ml o que equivale a 2000 UI/ml ou indetectável
• Transmite o vírus

HEPATITE CRÔNICA VIRAL C

Existem 170 milhões de infectados no mundo. Cerca de 3 milhões de brasileiros infectados.
É uma das principais indicações de transplante hepático.

TRANSMISSÃO > CONTATO COM SANGUE CONTAMINADO ATRAVÉS DE:
• Transfusão;
• Acidentes perfuro-cortantes com agulhas, navalhas, lâminas de gilete ou bisturi;
• Piercing;
• Tatuagens;
• Manicure/pedicure;
• Relação sexual.

DESFECHOS
• 80% dos pacientes cronificam;
• 40% progridem para cirrose.

TRATAMENTO:
• O objetivo principal do tratamento é a erradicação do vírus, o que ocorre em mais de 90% dos casos com os novos antivirais, mas também:
• Aumentar a expectativa e a qualidade de vida do paciente;
• Diminuir a incidência de complicações da doença hepática crônica;
• Reduzir a transmissão do HCV;
• Evitar os desfechos primários da progressão da infecção, como cirrose, carcinoma hepatocelular e óbito.

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde do Brasil, estão indicados para tratamento:
• Fibrose hepática avançada (METAVIR F3 ou F4); ou Fibroscan ≥9,5Kpa; ou APRI>1,5 ou FIB4>3,25
• Biópsia hepática com resultado METAVIR F2 presente há mais de três anos.
• Sinais clínicos ou ultrasson sugestivo de cirrose hepática (varizes de esôfago, ascite, alterações da morfologia hepática compatíveis com cirrose)
• Manifestações extra-hepáticas com acometimento neurológico motor incapacitante, porfiria cutânea, líquen plano grave com envolvimento de mucosa; Crioglobulinemia com manifestação em órgão-alvo (olhos, pulmão, sistema nervoso periférico e central), glomerulonefrite, vasculites e poliarterite nodosa; Púrpura trombocitopênica idiopática (PTI);
• Insuficiência hepática e ausência de carcinoma hepatocelular, independentemente da necessidade de transplante hepático;
• Insuficiência renal crônica;
• Pós-transplante de fígado e de outros órgãos sólidos;
• Linfoma, gamopatia monoclonal, mieloma múltiplo e outras doenças hematológicas malignas
• Coinfecção com o HIV, independentemente do grau de fibrose hepática

TRATAMENTOS PROPOSTOS:
Sendo:
SOF = SOFOSBUVIR | SMV = SIMEPREVIR | DCV = DACLATASVIR | RIBA = RIBAVIRINA:

Gt1
• SOF+SMV c/s Riba 12 semanas
• SOF+DCV c/s Riba 12 sem. ou 24sem. se F4/HIV/IP-prévio

Gt2
• SOF+Riba 12 semanas

Gt3
• SOF+DCV c/s Riba 12 semanas
• SOF+Peg+Riba 12 semanas
Gt4
• SOF+DCV 12 semanas
• DCV+Peg+Riba 24 semanas

EFEITOS ADVERSOS:
Os novos medicamentos incorporados apresentam sintomas comuns e leves. Recomenda-se ao paciente que evite exposição solar excessiva durante a administração dos fármacos de nova geração
Sofosbuvir:
• Em associação com ribavirina: cefaleia (dor de cabeça), fadiga;
• Em associação com alfapeguinterferona: insônia, anemia;
• Usar com cautela em pacientes com insuficiência renal (evitar em clearance<30);
• Risco de arritmias fatais(Bradicardia) quando associado a Amiodarona, por isso evitar.

DACLATASVIR:
• Em associação com alfapeguinterferona e ribavirina: rash cutâneo, fotossensibilidade, prurido e náuseas.

2018-08-01T13:35:28+00:00 01/08/2018|Doença|