ESTEATOSE E ESTEATOHEPATITE

Doença Hepática Gordurosa não alcoólica (esteatose não alcoólica)

– acúmulo de triglicerídeos no fígado
Esteatohepatite não alcoólica
– inflamação provocada pela esteatose que pode levar a cirrose e hepatocarcinoma

DHGNA apresenta como fatores de risco obesidade , diabetes , hipertensão arterial e atinge 20 a 40% da população atingindo até 70% dos diabéticos . IMC > 35 e DM são os maiores fatores de risco para o desenvolvimento de Esteatohepatite e cirrose.

Esteatohepatite

ainda é causa de muitas hepatites criptogênicas e pode levar à cirrose em 2 décadas. Num seguimento de 5 anos , 12,8% evoluíram com HCC (incidência de 2,5% ao ano).
Os riscos de HCC ocorrem mais em homens com idade avançada.

Esteatose Hepática e Diabetes

Diabetes é um fator de risco importante e seus portadores apresentam incidência de esteatose variando de 25 a 69%. Além disso, a esteatose é um marcador de gravidade dos diabéticos indicando maior risco de doenças cardiovasculares.
O US é importante meio diagnóstico, havendo associação do achado ultrassonográfico de esteatose hepática com medidas da circunferência abdominal , relação cintura quadril, índice de massa corpórea, níveis de triglicerídeos e ALT (TGP). Avaliando-se histologicamente, uma quantidade significativa destes pacientes pode ter esteatohepatite ou fibrose , mesmo com transaminases (ALT e AST) normais. Parâmetros de controle do diabetes,tempo de diagnóstico e medidas antropométricas não tem relação com a presença ou gravidade da esteatose. A elastografia pode ser um rastreador da presença de fibrose (indicador de esteatohepatite) em portadores de esteatose. Acredita que a hiperinsulinemia pode estar associada a alguns cânceres e, então, o DM tipo 2 pode aumentar a incidência e piorar o prognóstico do hepatocarcinoma decorrente da cirrose hepática por esteatohepatite.

2018-08-01T17:03:18+00:00 01/08/2018|Doença|