ADENOMAS HEPÁTICOS

São tumores benignos que ocorrem com mais frequência em mulheres, na maior parte das vezes sem sintomas e com idade entre 20 e 40 anos. Sua incidência é 30 vezes maior nas mulheres que fazem uso de hormônios, principalmente anticoncepcionais orais. Nos homens, estão associados ao uso de esteroides anabolizantes.
70 a 80% das vezes são únicos e nos restantes podem ser múltiplos ou associados a outras lesões como hiperplasia nodular focal ou hemangiomas.

Sua origem ainda não está definida mas fatores genéticos e ambientais estão associados ao seu desenvolvimento.

Algumas doenças como diabetes familiar e glicogenose hepática tipo I e III estão associadas aos adenomas. Especula-se também associação a problemas vasculares do fígado como trombose de veia porta por exemplo.

Existem 3 tipos , definidos histologicamente : 1) mutação ligada ao fator nuclear hepatocítico; 2) mutação ligada a betacatenina e 3) inflamatório, sem mutação.
Os mais freqüentes são os do primeiro tipo, que raramente levam riscos ao paciente.

Os adenomas que apresentam mutação ligada a betacatenina apresentam riscos de degeneração para hepatocarcinoma em 10 a 15% dos casos.
Os adenomas inflamatórios também não apresentam riscos.

As complicações hemorrágicas e evolução para câncer ocorrem nos adenomas maiores , com tamanho superior a 5 cm. Existe um relato de câncer num adenoma de 4 cm.

O tratamento envolve suspensão do uso de hormônios que pode levar a regressão (rara) ou estabilização do desenvolvimento dos adenomas.
Adenomas maiores que 5 cm devem ser removidos.

Adenomatoses hepáticas são situações onde existem mais que 10 adenomas e os riscos e as condutas devem ser semelhantes aos adenomas únicos.

2018-08-01T17:04:55+00:00 01/08/2018|Doença|